Ou seja, precisei de dois relacionamentos não amorosos como casal para compreender o amor, com eles entendi que amar é doação em intensidade além da média.
Entendi que quando digo "eu te amo" para alguém, o que estou resumindo em três palavras é "eu estou disposta a dar o que você precisa, que vai além do que apenas um relacionamento mediano te daria" e quando alguém responde com esse mesmo "eu te amo", ele está dizendo "e eu estou disposto a retribuir isso em igual escala".
Modéstia a parte, achei muito bonita essa minha epifania (muito provavelmente não inédita) sobre o que é o amor, mesmo não vivendo em qualquer relacionamento como casal que demande isso de mim.
Deste ponto de vista faz todo sentido pensar no que é o amor e suas diferentes formas de ser, faz sentido pensar que nossos pais, filhos, animais de estimação e amigos nos amam, e nós os amamos de volta. Amarmos nossa profissão, ensinar e aprender algo e a fazer o bem. E faz todo sentido amarmos a nós mesmos, muito além do narcisismo. Infelizmente, também faz sentido algumas pessoas renunciarem muito de si mesmas, apenas pelo desejo do outro.
Deste ponto de vista faz todo sentido pensar no que é o amor e suas diferentes formas de ser, faz sentido pensar que nossos pais, filhos, animais de estimação e amigos nos amam, e nós os amamos de volta. Amarmos nossa profissão, ensinar e aprender algo e a fazer o bem. E faz todo sentido amarmos a nós mesmos, muito além do narcisismo. Infelizmente, também faz sentido algumas pessoas renunciarem muito de si mesmas, apenas pelo desejo do outro.
Com isso, também entendi os ensinamentos de todos os grandes líderes, espirituais ou não, sobre amar a tudo e todos sem restrições. Ou seja "faça sempre acima da média para o bem de tudo e todos". Se todos fizessem acima da média uns para os outros, amar não seria o principal ensinamento a ser passado, amar seria redundância de viver em sociedade. Isso não o faria menos importante e bonito, mas definitivamente seria menos notório e mais natural, amar seria aquela beleza singular que apreciamos na natureza que está ali mesmo no nosso jardim.
Mas como não é assim ainda, é correto pensar que amor é algo que pode ser construído e desconstruído, e que ás vezes perdura, mesmo sem o reconhecimento desejado.
E como casal, amor passa a ser "se doar para o bem do outro em reciprocidade", alguém que esteja tão disposto a fazer por você o que você estaria disposto a fazer por ele, e com isso ter o desejo de construir uma vida juntos, para que essa doação mútua perdure e gere frutos.
Depois dessa reflexão, considerando que tenho tentado seguir o pressuposto de "amar a todos" como ensinado pelos diversos líderes, que só para reforçar, no meu contexto significa "doação acima da média para o bem", cheguei a um consenso comigo mesma sobre o que desejo de um relacionamento como casal: não precisa ser inédito, o mais intenso, com grandes superações ou peripécias, o que procuro é reciprocidade, para ser natural e belo em sua essência. Procuro um amor que ame.
Mas como não é assim ainda, é correto pensar que amor é algo que pode ser construído e desconstruído, e que ás vezes perdura, mesmo sem o reconhecimento desejado.
E como casal, amor passa a ser "se doar para o bem do outro em reciprocidade", alguém que esteja tão disposto a fazer por você o que você estaria disposto a fazer por ele, e com isso ter o desejo de construir uma vida juntos, para que essa doação mútua perdure e gere frutos.
Depois dessa reflexão, considerando que tenho tentado seguir o pressuposto de "amar a todos" como ensinado pelos diversos líderes, que só para reforçar, no meu contexto significa "doação acima da média para o bem", cheguei a um consenso comigo mesma sobre o que desejo de um relacionamento como casal: não precisa ser inédito, o mais intenso, com grandes superações ou peripécias, o que procuro é reciprocidade, para ser natural e belo em sua essência. Procuro um amor que ame.