A vida, meu amigo
Insiste-me em dizer
Que meus caminhos a seguir
Nunca levarão à você
Qualquer balela dessa vida
Preciso-lhe menos que comida
Então sossego calos do dedão
Caminhando, caminhos, caminhão
Não é porque quisesse
Nem por muito fizesse
Mas disse que um dia traria
Calçados novos da sapataria
Queria-lhe dizer
Que bucho cheio já ei de ter
Queria mesmo era sentir calçados
Chinelos velhos para meus pés cansados