segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A forca

Seu pessimismo me enoja
Seu coitadismo me consome
Por que crê que a vida não foi justa com você?
Se você nunca se permitiu viver?
Desdenha das próprias expectativas não cumpridas
Morre de falta de amor próprio
Diz que sempre nunca será o que jamais quis ser
Pois se quisesse, teria sido e pronto!
Não me venha com desculpas
Poderia ser o outro, como foi o que é
Seu fatalismo fora de si me estorva
e não justifica coisa alguma
Para de reclamar a vida que não teve
Pois só não teve porque não a quis de verdade
O que parou foi você, e não o tempo
Cala a boca desse pessimismo
Cala a boca desse coitadismo
Cala a boca desse fatalismo
Cala a boca, se vive o que não quer
Pois sofre da injustiça de próprio punho que cunhou sua lápide
Com os dizeres nefastos de uma vida medíocre:
"Aguenta na morte eterna
O sabor amargo de viver consigo mesmo
No apertar do nó de forca, que sua culpa amarrou"