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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Seja

Seja bela, recatada e do lar
Seja feia, recatada e do lar
Seja bela, depravada e do lar
Seja feia, depravada e do lar
Seja bela, recatada e da rua
Seja feia, recatada e da rua
Seja bela, depravada e da rua
Seja feia, depravada e da rua
Seja o que você quiser
Só não seja porque a veja o disser

quinta-feira, 10 de março de 2016

Simples

Amar é bom
E é simples
Sem apego é melhor ainda
Só sendo
Sendo e estando
Permanecendo e indo
Tem os que vão
Os que vem
Os que ficam
Os que já existem
E que sempre serão amor
Em pretérito, em futuro
Mas sempre em presente
Presente
Amar é bom
E é simples

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Anjo encarnado

Quem tu és, anjo?
Quando vive em meio a mais terrena das terras?
Que te trouxe ao mundo?
Que te gerou no ventre de barro?
Quem tu és, anjo?
Ao se deparar com a boemia?
Ao viver como eles?
Ao interminável e entorpecente bacanal?
Quem tu és, anjo?
Ao perceber que faz parte terra?
E que acima do solo tudo é céu?
Que o véu cobre as mazelas em meio a grinalda?
Quem és tu, anjo?
Sabes de onde vens?
Sabes por que vens?
Não se confundes nas odes?
Odes de amor, de terror, de dor?
Confundes tua missão?
Teus sins e teus nãos?
Sabes donde pisas?
Estás seguro agora?
Quem és tu, anjo?
Ao se deparar com teus demônios?
Permaneces anjo, mesmo em sombra de tuas asas?
Mesmo em porre de realidade?
Mesmo em choque do ser?

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A forca

Seu pessimismo me enoja
Seu coitadismo me consome
Por que crê que a vida não foi justa com você?
Se você nunca se permitiu viver?
Desdenha das próprias expectativas não cumpridas
Morre de falta de amor próprio
Diz que sempre nunca será o que jamais quis ser
Pois se quisesse, teria sido e pronto!
Não me venha com desculpas
Poderia ser o outro, como foi o que é
Seu fatalismo fora de si me estorva
e não justifica coisa alguma
Para de reclamar a vida que não teve
Pois só não teve porque não a quis de verdade
O que parou foi você, e não o tempo
Cala a boca desse pessimismo
Cala a boca desse coitadismo
Cala a boca desse fatalismo
Cala a boca, se vive o que não quer
Pois sofre da injustiça de próprio punho que cunhou sua lápide
Com os dizeres nefastos de uma vida medíocre:
"Aguenta na morte eterna
O sabor amargo de viver consigo mesmo
No apertar do nó de forca, que sua culpa amarrou"

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Bem te vi

Olhei para o lado
Para abrir a porta
Por acaso
Te vi na vitrine
E você
Me viu ao carro
Simultâneos
Olhos olhamos
Sem jeito sorrisos
Fez voltar a escrever
Abri a porta
Cantarolamos

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Filha de Leão

O choro veio doce
Pois imperou consciente
Da missão que lhe foi dada
De amor e de serviço em sua jornada

Acendeu a fogueira
Fez cinzas a madeira
liberou o espírito em fagulha
do corpo da floresta bento pela lua

Dançou em chamas
Energia translucida
das lágrimas do coração
Reconheceu-se fogo, menina, leão

Sacudiu juba labareda
Tirou o pó de serragem
para sentir o sol nascer
em ritual de passagem

Ofertou teimosia e orgulho
Resplandeceu empatia e lealdade
Ao astro rei deu gratidão
Renascendo filha de leão

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Verbete

Eu como palavra: síntese
Conjunto de ações ao longo do tempo
Sou resumo de mim mesma
O resultado do vivido
No que sou e estou
Tudo se diz no agora
Em que cada letra me altero
A cada segundo faço novo eu
E tudo muda mais uma vez
Mas só me resumo a mim
Como tudo e como nada
Que deixei de ser e estar
Sintetizo-me

domingo, 29 de março de 2015

Amor contido

E o que te impede?
Já não me importa
sei que vai além
percebo quando beijo tua nuca
como dedo tensionando água,
seu arrepio é quando você transborda
e o que impede já não te importa
Fora do copo, então, você me ama...
Mesmo num segundo de gota
eterno em meu imaginário
De gota em gota umedeço o coração
esperando seu derramar,
ansiosa por deixar o conta gotas,
e sermos amor corrente

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Tolerância

Então me pego em pranto
Na carência me percebo vã
A raiva inquieta os sentidos
E o sangue teima em entupir
os sentimentos que afloram
Agora vai, desce, deixo fluir
a normalidade, o humano, o feminino
Descontrolo controladamente
Não nego mais o corpo
que o espírito escolheu
Tudo bem ser terreno
Desfruto desse momento
que mesmo decepcionante
É do corpo sujo que cresce a alma limpa.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Entregue-se à luz

A dor do enfado
O cansaço da vida
O desejo mórbido de não mais respirar

Por que não hoje?
Por que não agora?
Vem o trem que finda a luz do seu túnel

Jogar-se e morrer?
Correr o quanto der?
Subir e transitar a dor do renascimento

Da dor à cura
Do cansaço à paz
E o feliz alívio de ainda respirar

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Para 2015

2015
Prometa será um ano novo melhor
Prometo serei um humano melhor
Seremos melhores, sem promessas

2015
Esteja pronto de dias abertos
Estarei pronto de coração aberto
Estaremos abertos, mesmo incompletos

2015
Surpreenda a mim
Surpreenderei a você
Surpreenderemos o mundo, juntos

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Ad[estar]junto

Amizade: do adjunto apesar de
Apesar das dificuldades
Apesar das tristezas
Apesar da saudade
Apesar da pobreza
Apesar de brigar
Apesar de chorar
Apesar da distância
Apesar dos anos
Apesar de tudo
Nada disso a pesar

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Despertar

Acorda criança
Se informa direitinho
Leia os jornais
Pense com carinho

O que realmente importa para você?
E o que realmente importa para o próximo?
Você se importa com o amigo?
Ou só com o umbigo?

Defina seus valores
Defenda sua conclusão
Mas faça com argumentos
E não com imposição

Acorda criança
Saiba quem melhor te representa
Não perca esperança
Não se abata com massa opulenta

Exerça seu direito
Cumpra seu dever
Vote consciente
Respeite o que acontecer

Cobre o que necessita
Se ganhar ou se perder
Seja parte da mudança
Acorda agora minha criança

sábado, 20 de setembro de 2014

Fenix



Sucumbir
Esmorecer
Desistir
Do jogo

Voar
Cair
Morrer
Em fogo

Sentir
Renascer
Vestir
Seu rogo, de novo.


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Das vidas


Limpa com chá
Camomila acalma alma
Desce a garganta
Encanta
Calor cura amargura
Vela chama
Chama queima luz
Luz conduz mente
Inocente mente
Das vidas que viveu

terça-feira, 29 de julho de 2014

Angústia

No escuro um caminho
No escuro mil caminhos
Sem saber onde chegar
Cego no trilhar da vida
O desejo guia
Nenhuma garantia
A beleza está na surpresa
A beleza está na surpresa
A beleza está na surpresa
É preciso decidir
Ou apenas seguir
Um sentido
Uma direção
O coração 
A razão
A beleza está na surpresa
A beleza está na surpresa
A beleza está na surpresa
Loucura da alma
Imaginar o fim
Devaneio da alma
Deixar levar
Entre mil caminhos
Há de se achar

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Desejo

O cru, o escuro
A carne fraca que quer se entregar
O sussurro do silêncio
Você não vem
Gemidos mentais
O afago da mão
O frio dos dedos
Aperta os seios
Possui a mente
O sussurro do silêncio
Gemidos mentais
Você não vem

Oásis

Enquanto eu viro deserto, você é meu oásis
e eu me disperso em grãos de areia
na sua brisa, na nossa brisa
do verde sabor
o balançar das almas retangulares
em rede do amor tântrico
e eu deserto, você oásis
na festa neural de fantasias coloridas
rego a mim em teus lábios
desmancho em você meu deserto
nas suas peças de lego