Uma mãe apedrejada,
Um pai excomungado,
Ou fugido, corrido
Numa casa engraçada,
sem teto, nem nada
Família de papel, se dissolve na água
Quem se importa se era desestruturada?
Não tem educação
Saúde, comida,
Nenhuma salvação
Mas feto inocente
Tem que nascer
E aquele delinquente
Tem que morrer
A mãe condenada
De útero violentado
E a sociedade de agulha afiada
Não deixaram tirar e agora vão matar
Atira no delinquente, e cospe:
Sempre foi indesejado.
Só queria te lembrar:
Todo delinquente, já foi feto inocente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário