Quem tu és, anjo?
Quando vive em meio a mais terrena das terras?
Que te trouxe ao mundo?
Que te gerou no ventre de barro?
Quem tu és, anjo?
Ao se deparar com a boemia?
Ao viver como eles?
Ao interminável e entorpecente bacanal?
Quem tu és, anjo?
Ao perceber que faz parte terra?
E que acima do solo tudo é céu?
Que o véu cobre as mazelas em meio a grinalda?
Quem és tu, anjo?
Sabes de onde vens?
Sabes por que vens?
Não se confundes nas odes?
Odes de amor, de terror, de dor?
Confundes tua missão?
Teus sins e teus nãos?
Sabes donde pisas?
Estás seguro agora?
Quem és tu, anjo?
Ao se deparar com teus demônios?
Permaneces anjo, mesmo em sombra de tuas asas?
Mesmo em porre de realidade?
Mesmo em choque do ser?
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
A forca
Seu pessimismo me enoja
Seu coitadismo me consome
Por que crê que a vida não foi justa com você?
Se você nunca se permitiu viver?
Desdenha das próprias expectativas não cumpridas
Morre de falta de amor próprio
Diz que sempre nunca será o que jamais quis ser
Pois se quisesse, teria sido e pronto!
Não me venha com desculpas
Poderia ser o outro, como foi o que é
Seu fatalismo fora de si me estorva
e não justifica coisa alguma
Para de reclamar a vida que não teve
Pois só não teve porque não a quis de verdade
O que parou foi você, e não o tempo
Cala a boca desse pessimismo
Cala a boca desse coitadismo
Cala a boca desse fatalismo
Cala a boca, se vive o que não quer
Pois sofre da injustiça de próprio punho que cunhou sua lápide
Com os dizeres nefastos de uma vida medíocre:
"Aguenta na morte eterna
O sabor amargo de viver consigo mesmo
No apertar do nó de forca, que sua culpa amarrou"
Seu coitadismo me consome
Por que crê que a vida não foi justa com você?
Se você nunca se permitiu viver?
Desdenha das próprias expectativas não cumpridas
Morre de falta de amor próprio
Diz que sempre nunca será o que jamais quis ser
Pois se quisesse, teria sido e pronto!
Não me venha com desculpas
Poderia ser o outro, como foi o que é
Seu fatalismo fora de si me estorva
e não justifica coisa alguma
Para de reclamar a vida que não teve
Pois só não teve porque não a quis de verdade
O que parou foi você, e não o tempo
Cala a boca desse pessimismo
Cala a boca desse coitadismo
Cala a boca desse fatalismo
Cala a boca, se vive o que não quer
Pois sofre da injustiça de próprio punho que cunhou sua lápide
Com os dizeres nefastos de uma vida medíocre:
"Aguenta na morte eterna
O sabor amargo de viver consigo mesmo
No apertar do nó de forca, que sua culpa amarrou"
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Caminhos
A vida, meu amigo
Insiste-me em dizer
Que meus caminhos a seguir
Nunca levarão à você
Qualquer balela dessa vida
Preciso-lhe menos que comida
Então sossego calos do dedão
Caminhando, caminhos, caminhão
Não é porque quisesse
Nem por muito fizesse
Mas disse que um dia traria
Calçados novos da sapataria
Queria-lhe dizer
Que bucho cheio já ei de ter
Queria mesmo era sentir calçados
Chinelos velhos para meus pés cansados
Insiste-me em dizer
Que meus caminhos a seguir
Nunca levarão à você
Qualquer balela dessa vida
Preciso-lhe menos que comida
Então sossego calos do dedão
Caminhando, caminhos, caminhão
Não é porque quisesse
Nem por muito fizesse
Mas disse que um dia traria
Calçados novos da sapataria
Queria-lhe dizer
Que bucho cheio já ei de ter
Queria mesmo era sentir calçados
Chinelos velhos para meus pés cansados
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Winter Flame
And what do you have to lose, winter flame?
If you have nothing... What are you afraid of?
Afraid of who, winter flame?
Your fear of loneliness turns you needy
As the way you feared
And what do you have to lose, got to lose?
What do you got to lose, need to lose?
Does it look as bad as it feels?
Or does it feel as bad as it looks?
And what makes you fear, winter flame?
Cold won't turn you off
Cold won't burn you off
You just have to be like a flame at the winter
Lonely and complete as a winter flame
Unshaped hot rebelion burning within definition of cold and fear
If you have nothing... What are you afraid of?Afraid of who, winter flame?
Your fear of loneliness turns you needy
As the way you feared
And what do you have to lose, got to lose?
What do you got to lose, need to lose?
Does it look as bad as it feels?
Or does it feel as bad as it looks?
And what makes you fear, winter flame?
Cold won't turn you off
Cold won't burn you off
You just have to be like a flame at the winter
Lonely and complete as a winter flame
Unshaped hot rebelion burning within definition of cold and fear
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Bem te vi
Olhei para o lado
Para abrir a porta
Por acaso
Te vi na vitrine
E você
Me viu ao carro
Simultâneos
Olhos olhamos
Sem jeito sorrisos
Fez voltar a escrever
Abri a porta
Cantarolamos
Para abrir a porta
Por acaso
Te vi na vitrine
E você
Me viu ao carro
Simultâneos
Olhos olhamos
Sem jeito sorrisos
Fez voltar a escrever
Abri a porta
Cantarolamos
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Filha de Leão
O choro veio doce
Pois imperou consciente
Da missão que lhe foi dada
De amor e de serviço em sua jornada
Acendeu a fogueira
Fez cinzas a madeira
liberou o espírito em fagulha
do corpo da floresta bento pela lua
Dançou em chamas
Energia translucida
das lágrimas do coração
Reconheceu-se fogo, menina, leão
Sacudiu juba labareda
Tirou o pó de serragem
para sentir o sol nascer
em ritual de passagem
Ofertou teimosia e orgulho
Resplandeceu empatia e lealdade
Ao astro rei deu gratidão
Renascendo filha de leão
Pois imperou consciente
Da missão que lhe foi dada
De amor e de serviço em sua jornada
Acendeu a fogueira
Fez cinzas a madeira
liberou o espírito em fagulha
do corpo da floresta bento pela lua
Dançou em chamas
Energia translucida
das lágrimas do coração
Reconheceu-se fogo, menina, leão
Sacudiu juba labareda
Tirou o pó de serragem
para sentir o sol nascer
em ritual de passagem
Ofertou teimosia e orgulho
Resplandeceu empatia e lealdade
Ao astro rei deu gratidão
Renascendo filha de leão
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Completude
Ele era das palavras, mas mais cético que São Tomé.
Ela era das contas, mas metida a esotérica de João Bidu.
Toda ciência para ele eram provas, que não entendia, mas acreditava.
Toda poesia para ela era natural, era visceral, e era ciência tal qual.
Juntaram-se para conversar e deu-se assim:
Onde ele via mágica, ela via números.
Onde ele via ciência, ela via poesia.
Onde ele via x, ela via y.
Onde ele via rima, ela via prosa.
Mas no fim concordavam, era tudo a mesma coisa. Metáforas de uma dualidade inexistente, mas impossível de inexistir.
E nessa dualidade estranha, eram a si mesmos e um ao outro. Rimavam-se em estrofes de matemática, e somavam-se em operações de poesia.
Não existiam metades, apesar de o serem. Eram parte de um todo tão completo de si sós, que apenas se completavam ainda mais - se é que existe disso.
Ela era das contas, mas metida a esotérica de João Bidu.
Toda ciência para ele eram provas, que não entendia, mas acreditava.
Toda poesia para ela era natural, era visceral, e era ciência tal qual.
Juntaram-se para conversar e deu-se assim:
Onde ele via mágica, ela via números.
Onde ele via ciência, ela via poesia.
Onde ele via x, ela via y.
Onde ele via rima, ela via prosa.
Mas no fim concordavam, era tudo a mesma coisa. Metáforas de uma dualidade inexistente, mas impossível de inexistir.
E nessa dualidade estranha, eram a si mesmos e um ao outro. Rimavam-se em estrofes de matemática, e somavam-se em operações de poesia.
Não existiam metades, apesar de o serem. Eram parte de um todo tão completo de si sós, que apenas se completavam ainda mais - se é que existe disso.
domingo, 23 de agosto de 2015
Chapeuzinho vermelho
Sentou no sofá vestindo seu pijama. Poderia estar sem nada, estava sozinha em casa mesmo. Sem família ou amigos, preparou um chá, preparou dois chás e acendeu um incenso.
Sentiu o gosto da erva, sentiu o calor do líquido. Sentiu os sabores e sensações se misturando.
Então tocou seus braços e barriga com delicadeza.
Sua pele arrepiou, como se uma suave corrente elétrica passeasse por ela.
Depois molhou os dedos no chá e provou na língua.
Pegou a xícara, era bom sentir o calor em seu ventre. Instintivamente caminhou a mesma pelo resto do corpo, tocou os seios e anseios, queria se sentir mulher. Desceu e se acariciou sem se tocar, o calor dos chás a fez tremer.
Nunca havia sentido tão delicado prazer. Nunca havia sentido prazer algum.
Começou a chover lá fora. Não soube ao certo o que fazer, queria sair correndo sob ela no mesmo instante, mas deveria?
Hesitou. Hesitou mais um pouco, e por fim pensou que se não fosse naquele momento a chuva passaria e depois se ressentiria.
Correu para a chuva, brincou com a água se molhando de corpo e alma.
Era tanta liberdade que mal sabia o que fazer com ela, precisava se sentir viva!
Começou a correr sem pensar... Nem lembrou que não era "normal" uma garota correndo de pijama na chuva. Parou de repente, mas não porque quis. Um baque, alguém a segurou.
- Chapeuzinho, porque corres tão rápido pela floresta na chuva?
- Chapeuzinho? Estranhou ela, sem perceber quem a segurava.
- Ora, não é você quem vive com capa com gorro vermelho? Chapeuzinho vermelho?
Virou então para olhar, quem a segurava tinha pelos pelo corpo todo, no rosto viu a face de um lobo. Quis gritar, mas sua voz não saiu. Conseguiu dizer rouca:
- Eu, chapeuzinho vermelho? Lobo mau?!
- Sim, chapeuzinho. Lembra de mim? - apertando
Não percebeu em que momento tudo passou a fazer sentido, nem como. Apenas sentiu conforto no abraço do lobo vindo por trás. Perguntou:
- Por que todos esses pelos lobo mau?
- Para te esquentar mais, respondeu.
- E este focinho lobo?
- Para sentir o cheiro de seu corpo. - Roçando os pelos do rosto em sua nuca.
Arrepiou, sentiu como frio o que era desejo.
Tudo parecia ter velocidade de uma música de baião. Mas ela não sentia a urgência da cadência rápida. Conduziu no mesmo ritmo.
- Lobo, se sou chapeuzinho vermelho, onde está minha capa?
Percebeu o lobo querendo ser solícito, percebeu nele uma ovelha. Apesar de gostar do lobo, percebeu também que aquele não era seu mundo, o lobo não era bom e não pertencia a ela.
Aproveitou que ele a soltou para procurar a capa, e saiu correndo mais uma vez na chuva. Parou e respirou fundo, olhou para trás para ter certeza que ele não a seguira. E por mais que o quisesse rever, sabia: nunca viria, como nunca veio, e era melhor assim.
Sentindo os pingos frios foi para casa tomar um banho quente. Pensou em tudo o que acontecera naqueles últimos instantes.
Todos os sabores e prazeres, todos os desamores, todas suas fantasias de menina, todas suas fantasias de mulher. Como aquilo acontecera?
Sentiu nojo.
Deitando em transe de cansaço tomou seu chá frio e com ele esfriou.
Nunca havia sentido tão delicado prazer. Nunca havia sentido prazer algum.
Começou a chover lá fora. Não soube ao certo o que fazer, queria sair correndo sob ela no mesmo instante, mas deveria?
Hesitou. Hesitou mais um pouco, e por fim pensou que se não fosse naquele momento a chuva passaria e depois se ressentiria.
Correu para a chuva, brincou com a água se molhando de corpo e alma.
Era tanta liberdade que mal sabia o que fazer com ela, precisava se sentir viva!
Começou a correr sem pensar... Nem lembrou que não era "normal" uma garota correndo de pijama na chuva. Parou de repente, mas não porque quis. Um baque, alguém a segurou.
- Chapeuzinho, porque corres tão rápido pela floresta na chuva?
- Chapeuzinho? Estranhou ela, sem perceber quem a segurava.
- Ora, não é você quem vive com capa com gorro vermelho? Chapeuzinho vermelho?
Virou então para olhar, quem a segurava tinha pelos pelo corpo todo, no rosto viu a face de um lobo. Quis gritar, mas sua voz não saiu. Conseguiu dizer rouca:
- Eu, chapeuzinho vermelho? Lobo mau?!
- Sim, chapeuzinho. Lembra de mim? - apertando
Não percebeu em que momento tudo passou a fazer sentido, nem como. Apenas sentiu conforto no abraço do lobo vindo por trás. Perguntou:
- Por que todos esses pelos lobo mau?
- Para te esquentar mais, respondeu.
- E este focinho lobo?
- Para sentir o cheiro de seu corpo. - Roçando os pelos do rosto em sua nuca.
Arrepiou, sentiu como frio o que era desejo.
Tudo parecia ter velocidade de uma música de baião. Mas ela não sentia a urgência da cadência rápida. Conduziu no mesmo ritmo.
- Lobo, se sou chapeuzinho vermelho, onde está minha capa?
Percebeu o lobo querendo ser solícito, percebeu nele uma ovelha. Apesar de gostar do lobo, percebeu também que aquele não era seu mundo, o lobo não era bom e não pertencia a ela.
Aproveitou que ele a soltou para procurar a capa, e saiu correndo mais uma vez na chuva. Parou e respirou fundo, olhou para trás para ter certeza que ele não a seguira. E por mais que o quisesse rever, sabia: nunca viria, como nunca veio, e era melhor assim.
Sentindo os pingos frios foi para casa tomar um banho quente. Pensou em tudo o que acontecera naqueles últimos instantes.
Todos os sabores e prazeres, todos os desamores, todas suas fantasias de menina, todas suas fantasias de mulher. Como aquilo acontecera?
Sentiu nojo.
Deitando em transe de cansaço tomou seu chá frio e com ele esfriou.
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
A bença
Teus olhos já não mentem mais
E tua boca cala por não precisar afirmar
O que os olhos contam do coração
Irmão, voa em paz com tuas folhas
De papel, de árvores, e até de escuridão
E tua boca cala por não precisar afirmar
O que os olhos contam do coração
Irmão, voa em paz com tuas folhas
De papel, de árvores, e até de escuridão
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
quarta-feira, 22 de julho de 2015
Verbete
Eu como palavra: síntese
Conjunto de ações ao longo do tempo
Sou resumo de mim mesma
O resultado do vivido
No que sou e estou
Tudo se diz no agora
Em que cada letra me altero
A cada segundo faço novo eu
E tudo muda mais uma vez
Mas só me resumo a mim
Como tudo e como nada
Que deixei de ser e estar
Sintetizo-me
terça-feira, 26 de maio de 2015
sábado, 18 de abril de 2015
Hibernação
Essa noite sonhei com você. Estávamos deitados na cama rindo, uma diversão leve, como daquela última vez que nos encontramos, nos acertamos e deitamos na rede para conversar sem amarras. Já não existia mais o medo de conversarmos, e você até me pediu para que falasse com meu irmão sobre as diferenças que os separavam para podermos conviver tranquilamente. E eu, só pude aceitar. Acordei.
Depois de meses sem nos vermos nem nos falarmos, você veio em sonho me reconquistar. Como sempre que te vejo, mesmo em sonho você tem o seu appeal, mesmo quando estou decidida a não cair em seus encantos, sou reconquistada.
E me pergunto o que você sente. Também me encontra em sonhos? E se pergunta por que nunca mais nos vimos? Será que fizemos um encontro por inception para contarmos nossos desejos?
Então bate uma vontade de mandar mensagem, contar que sonhei com você, perguntar se está tudo bem e se a rede está no mesmo lugar. Falar que sinto falta do seu sorriso de lobo, seu silêncio de oração, suas ideias bobas ou sérias que casam bem com as minhas.
Mas ao invés, volto a dormir, babo no travesseiro como se nada tivesse acontecido em minha mente, fingindo nada ter acontecido entre nós, como da última vez que nos vimos por mero acaso. Nunca seremos mais do que isso, então hiberno esse sonho mais uma vez.
domingo, 29 de março de 2015
Amor contido
E o que te impede?
Já não me importa
sei que vai além
percebo quando beijo tua nuca
como dedo tensionando água,
seu arrepio é quando você transborda
e o que impede já não te importa
Fora do copo, então, você me ama...
Mesmo num segundo de gota
eterno em meu imaginário
De gota em gota umedeço o coração
esperando seu derramar,
ansiosa por deixar o conta gotas,
e sermos amor corrente
Já não me importa
sei que vai além
percebo quando beijo tua nuca
como dedo tensionando água,
seu arrepio é quando você transborda
e o que impede já não te importa
Fora do copo, então, você me ama...
Mesmo num segundo de gota
eterno em meu imaginário
De gota em gota umedeço o coração
esperando seu derramar,
ansiosa por deixar o conta gotas,
e sermos amor corrente
segunda-feira, 16 de março de 2015
Risoto de Abóbora com Rabanete
E finalmente lembrei de tirar foto pra poder postar uma receita, e essa é vegana e sem glúten!
- 3 a 4 copos de arroz integral
- 1 abóbora pequena a média
- 20 rabanetes (ou mais)
- 1 cebola pequena
- Alho, cheiro verde
- Açúcar mascavo, sal e azeite
- Manteiga
Preparo:
1 - Descascar e picar toda a abóbora, separando o miolo com sementes em uma xícara.
2 - Cozinhar até ficar macia, e bater no liquidificador com a água do cozimento.
3 - Uma vez batida adicionar:
- 5 rabanetes
- 1 cebola e 4 dentes de alho (se preferir, refogar antes)
- 1/2 maço de cheiro verde
- 3 colheres de sopa de açúcar mascavo
- 1 colher de sobremesa de sal
- 2 colheres de sopa de azeite
* Ou tudo à gosto
** Aqui também pode adicionar 1/2 taça de vinho branco, para quem sentir falta desse elemento.
** Aqui também pode adicionar 1/2 taça de vinho branco, para quem sentir falta desse elemento.
4 - Bater e reservar.
5 - Preparar o arroz temperado normalmente.
6 - Enquanto o arroz cozinha, picar os rabanetes restantes (deixar apenas uns 3 para fazer em rodelas) em quadrados - de preferência não muito pequenos, para poder ver a cor e sentir a textura.
7 - Quando o arroz estiver pronto, misturar o creme de abóbora e os rabanetes picados, deixar esquentar e encorpar como risoto.
8 - Neste momento, pegar o miolo com sementes de abóbora e passar em uma frigideira com manteiga. Sementes de abóbora são comestíveis e ricas em magnésio. ^^
9 - Montar prato com risoto, com um pouco de sementes de abóbora por cima, e rodelas de rabanete ao lado.
10 - Para os não veganos, pode rolar um queijo parmesão ralado.
Delícia demais!
Delícia demais!
Obs: dá pra fazer usando apenas uma panela e uma frigideira <3
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Procura-se reciprocidade
Por esses tempos sai com dois caras, ambos se diziam em uma fase solitária da vida. Nesses dois casos, ambos limitaram o tipo de relacionamento que poderíamos ter, limitaram o que gostariam de dar por esses relacionamentos, cada qual pelos seus diferentes motivos. Eu me limitei pensando na posição deles, pois geralmente deixo os relacionamentos fluírem para ver o resultado. Porém, o aprendizado que tirei disso tudo foi entender o que é amar.
Ou seja, precisei de dois relacionamentos não amorosos como casal para compreender o amor, com eles entendi que amar é doação em intensidade além da média.
Entendi que quando digo "eu te amo" para alguém, o que estou resumindo em três palavras é "eu estou disposta a dar o que você precisa, que vai além do que apenas um relacionamento mediano te daria" e quando alguém responde com esse mesmo "eu te amo", ele está dizendo "e eu estou disposto a retribuir isso em igual escala".
Modéstia a parte, achei muito bonita essa minha epifania (muito provavelmente não inédita) sobre o que é o amor, mesmo não vivendo em qualquer relacionamento como casal que demande isso de mim.
Deste ponto de vista faz todo sentido pensar no que é o amor e suas diferentes formas de ser, faz sentido pensar que nossos pais, filhos, animais de estimação e amigos nos amam, e nós os amamos de volta. Amarmos nossa profissão, ensinar e aprender algo e a fazer o bem. E faz todo sentido amarmos a nós mesmos, muito além do narcisismo. Infelizmente, também faz sentido algumas pessoas renunciarem muito de si mesmas, apenas pelo desejo do outro.
Deste ponto de vista faz todo sentido pensar no que é o amor e suas diferentes formas de ser, faz sentido pensar que nossos pais, filhos, animais de estimação e amigos nos amam, e nós os amamos de volta. Amarmos nossa profissão, ensinar e aprender algo e a fazer o bem. E faz todo sentido amarmos a nós mesmos, muito além do narcisismo. Infelizmente, também faz sentido algumas pessoas renunciarem muito de si mesmas, apenas pelo desejo do outro.
Com isso, também entendi os ensinamentos de todos os grandes líderes, espirituais ou não, sobre amar a tudo e todos sem restrições. Ou seja "faça sempre acima da média para o bem de tudo e todos". Se todos fizessem acima da média uns para os outros, amar não seria o principal ensinamento a ser passado, amar seria redundância de viver em sociedade. Isso não o faria menos importante e bonito, mas definitivamente seria menos notório e mais natural, amar seria aquela beleza singular que apreciamos na natureza que está ali mesmo no nosso jardim.
Mas como não é assim ainda, é correto pensar que amor é algo que pode ser construído e desconstruído, e que ás vezes perdura, mesmo sem o reconhecimento desejado.
E como casal, amor passa a ser "se doar para o bem do outro em reciprocidade", alguém que esteja tão disposto a fazer por você o que você estaria disposto a fazer por ele, e com isso ter o desejo de construir uma vida juntos, para que essa doação mútua perdure e gere frutos.
Depois dessa reflexão, considerando que tenho tentado seguir o pressuposto de "amar a todos" como ensinado pelos diversos líderes, que só para reforçar, no meu contexto significa "doação acima da média para o bem", cheguei a um consenso comigo mesma sobre o que desejo de um relacionamento como casal: não precisa ser inédito, o mais intenso, com grandes superações ou peripécias, o que procuro é reciprocidade, para ser natural e belo em sua essência. Procuro um amor que ame.
Mas como não é assim ainda, é correto pensar que amor é algo que pode ser construído e desconstruído, e que ás vezes perdura, mesmo sem o reconhecimento desejado.
E como casal, amor passa a ser "se doar para o bem do outro em reciprocidade", alguém que esteja tão disposto a fazer por você o que você estaria disposto a fazer por ele, e com isso ter o desejo de construir uma vida juntos, para que essa doação mútua perdure e gere frutos.
Depois dessa reflexão, considerando que tenho tentado seguir o pressuposto de "amar a todos" como ensinado pelos diversos líderes, que só para reforçar, no meu contexto significa "doação acima da média para o bem", cheguei a um consenso comigo mesma sobre o que desejo de um relacionamento como casal: não precisa ser inédito, o mais intenso, com grandes superações ou peripécias, o que procuro é reciprocidade, para ser natural e belo em sua essência. Procuro um amor que ame.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
O picadeiro
O mundo é feito circo
Outro dia reparei
Achava que era rei
Na verdade era palhaço
Se sabes disso, não sei
Ergui minha lona no laço
Outro dia reparei
Achava que era rei
Na verdade era palhaço
Se sabes disso, não sei
Ergui minha lona no laço
Veja isso meu bem
A vida vai e vem
Como claves a voar
Mas sempre se equilibra
Pois no picadeiro da vida
Só é preciso treinar
A corda bamba faz tremer
Mas agora já se foi
Não pode mais descer
Mesmo que pese um boi
E se caso cair
O importante é sorrir
Termina o espetáculo
A platéia é o oráculo
Pois aplaude em pé
Quem é o que é
O cidadão, um artista
Na vida como equilibrista
A vida vai e vem
Como claves a voar
Mas sempre se equilibra
Pois no picadeiro da vida
Só é preciso treinar
A corda bamba faz tremer
Mas agora já se foi
Não pode mais descer
Mesmo que pese um boi
E se caso cair
O importante é sorrir
Termina o espetáculo
A platéia é o oráculo
Pois aplaude em pé
Quem é o que é
O cidadão, um artista
Na vida como equilibrista
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Tolerância
Então me pego em pranto
Na carência me percebo vã
A raiva inquieta os sentidos
E o sangue teima em entupir
os sentimentos que afloram
Agora vai, desce, deixo fluir
a normalidade, o humano, o feminino
Descontrolo controladamente
Não nego mais o corpo
que o espírito escolheu
Tudo bem ser terreno
Desfruto desse momento
que mesmo decepcionante
É do corpo sujo que cresce a alma limpa.
Na carência me percebo vã
A raiva inquieta os sentidos
E o sangue teima em entupir
os sentimentos que afloram
Agora vai, desce, deixo fluir
a normalidade, o humano, o feminino
Descontrolo controladamente
Não nego mais o corpo
que o espírito escolheu
Tudo bem ser terreno
Desfruto desse momento
que mesmo decepcionante
É do corpo sujo que cresce a alma limpa.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Entregue-se à luz
A dor do enfado
O cansaço da vida
O desejo mórbido de não mais respirar
Por que não hoje?
Por que não agora?
Vem o trem que finda a luz do seu túnel
Jogar-se e morrer?
Correr o quanto der?
Subir e transitar a dor do renascimento
Da dor à cura
Do cansaço à paz
E o feliz alívio de ainda respirar
O cansaço da vida
O desejo mórbido de não mais respirar
Por que não hoje?
Por que não agora?
Vem o trem que finda a luz do seu túnel
Jogar-se e morrer?
Correr o quanto der?
Subir e transitar a dor do renascimento
Da dor à cura
Do cansaço à paz
E o feliz alívio de ainda respirar
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Para 2015
2015
Prometa será um ano novo melhor
Prometo serei um humano melhor
Seremos melhores, sem promessas
2015
Esteja pronto de dias abertos
Estarei pronto de coração aberto
Estaremos abertos, mesmo incompletos
2015
Surpreenda a mim
Surpreenderei a você
Surpreenderemos o mundo, juntos
Prometa será um ano novo melhor
Prometo serei um humano melhor
Seremos melhores, sem promessas
2015
Esteja pronto de dias abertos
Estarei pronto de coração aberto
Estaremos abertos, mesmo incompletos
2015
Surpreenda a mim
Surpreenderei a você
Surpreenderemos o mundo, juntos
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